Outubro de 2008, Londres: Não podia uma viagem correr melhor: A companhia desde Lisboa, a recepção de velhos amigos, o conhecer novos, o tempo maravilhoso, os parques com cor de outono, os museus, os pubs, enfim...
Já diz o ditado que só damos valor quando perdemos. Entrar em Lisboa podendo desfrutar o que a cidade tem de melhor é um privilégio, até porque o rio é infelizmente o que temos de mais distante, separada por uma estrada, uma linha de comboio e especialmente pela gestão individualista do Porto de Lisboa. A verdade é que quando este pecurso fazia parte do meu quodiano privilégio seria a última palavra que utilizaria. No dia-a-dia este percurso era simplesmente mais uma obrigação para chegar ao destino. O dia-a-dia, o trabalho, a distância e o cansaço têm destas coisas: transformarmos o positivo em negativo como se o comboio deixasse de ter janelas e passasse a ser apenas a sua definição: um mero meio de transporte. Foi um belo dia, um dia de férias na cidade que muitas vezes me esqueço que existe.